Metade das capitais brasileiras pode reeleger prefeitos

Eduardo Paes: o peemedebista deve tentar reeleição com grandes chances de vitória
Em 13 das 26 capitais brasileiras, os atuais prefeitos terão a chance de tentar mais um mandato neste ano. E as chances de vitória são boas. Para especialistas ouvidos pelo R7, com a máquina pública em mãos, esses governantes-candidatos levam vantagem sobre os adversários e saem na frente na corrida por votos.
Para o cientista político José Paulo Martins, da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), a eleição é o momento em que o prefeito pode apresentar à população o que fez pela cidade no período em que ficou no poder.
- [O prefeito] tem uma facilidade de recursos que os demais não têm. Depende também de como está a avaliação. Se ele tiver um bom índice de aprovação, esse cara é praticamente imbatível. Está reeleito e dificilmente perde, porque ao longo das campanhas [políticas] a tendência é que a avaliação do Executivo melhore. É o momento em que ele pode mostrar suas realizações.
A cientista política Helcimara Telles, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), lembra que em 2008, quando foram realizadas as mais recentes disputas municipais, o índice de reeleição foi de quase 100%. Naquele ano, 20 dos 21 prefeitos que podiam se manter no cargo alcançaram o objetivo.
Para 2012, Helcimara aposta em um quadro parecido. Além de todos os fatores que, normalmente, já favorecem o atual prefeito, como a verba para fazer propaganda de seus feitos e o apoio dos vereadores, ela ressalta que o bom momento vivido pela economia brasileira, embora não seja um fator tão determinante em uma eleição de nível local, ajuda muito.
Organizadora do livro Como o Eleitor Escolhe Seu Prefeito: Campanha e Voto nas Eleições Municipais, que trata das eleições de 2008 e foi escrito em parceria o cientista político Antônio Lavareda, a especialista explica que, em momentos de estabilidade, o eleitor tende a votar no atual prefeito em vez de apostar em novos nomes.
- A taxa de reeleição nas capitais, e até mesmo no interior, é alta, sobretudo porque a situação econômica no Brasil tende a ser positiva. Essa bonança econômica faz com que o eleitor vote em candidatos que representem o continuísmo. Facilita a reeleição.
Helcimara afirma que, se o governo federal vive um bom momento, com arrecadação em alta e contas em ordem, os repasses para os municípios também aumentam. Com o cofre cheio, os prefeitos investem em obras e ações voltadas à sua cidade.
- Este momento econômico leva os prefeitos a poderem investir mais em obras e na cidade em geral, pois quando o país cresce os municípios recebem mais recursos. É óbvio que isso faz com que o eleitor faça um julgamento positivo, beneficiando os prefeitos que tentam se manter no poder.
Veja quais prefeitos de capitais poderão ser reeleitos.
Amazonino Mendes (PDT) - Manaus (Amazonas)
Roberto Góes (PDT) - Macapá (Amapá)
Chico Galindo (PTB) - Cuiabá (Mato Grosso)
João Castelo (PSDB) - São Luís (Maranhão)
Paulo Garcia (PT) - Goiânia (Goiás)
Elmano Férrer (PTB) - Teresina (Piauí)
Micarla de Souza (PV) - Natal (Rio Grande do Norte)
Luciano Agra (PSB) - João Pessoa (Paraíba)
João da Costa (PT) - Recife (Pernambuco)
Márcio Lacerda (PSB) - Belo Horizonte (MG)
Eduardo Paes (PMDB) - Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)
Luciano Ducci (PSB) - Curitiba (Paraná)
José Fortunati (PDT) - Porto Alegre (Rio Grande do Sul)
Informações do R7
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