terça-feira, 2 de abril de 2019

OPERAÇÃO AQUALTUNE PRENDEU 86 NA BAHIA

PRESOS EM TEIXEIRA DE FREITAS

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil da Bahia, nesta sexta-feira 29 de março, para o cumprimento de mandados de prisão contra envolvidos em crimes previstos na Lei Maria da Penha, além de estupros e feminicídios, resultou na prisão de 86 pessoas em todo estado.
PRESOS EM CRUZ DAS ALMAS
Entre os presos estão acusados de feminicídio, tentativa de homicídio, lesão corporal gravíssima, estupro de vulnerável, estupro coletivo, descumprimento de medidas protetivas, violência doméstica com base na Lei Maria da Penha e não pagamento de pensão alimentícia
Em Salvador e RMS foram realizadas 11 prisões e no interior 75. Duas delas, na cidade de Entre Rios, tiraram de circulação dois homens envolvidos num estupro coletivo. Dois feminicidas também foram capturados em cumprimento a mandados de prisão preventiva, em Brejões região da 9ª Coorpin foram presos 2 homens.
 


ORIGEM DO NOME AQUALTUNE:

A operação teve como objetivo prevenir e reprimir a violência contra a mulher e recebeu o nome de AQUALTUNE em referência a uma princesa africana, do Congo, que liderou cerca de 10 mil guerreiros congoleses, no que ficou conhecido como “a Batalha de Mbwila”, quando sua tribo foi atacada por outra, e, após a derrota de seu povo, teria sido aprisionada e enviada em um navio negreiro para o forte de Elmina, em Gana, onde teria sido batizada por um bispo católico e marcada com uma flor de ferro quente em cima do seio esquerdo. A partir daí teria sido levada para o Brasil, desembarcando no Porto de Recife, vendida como escrava reprodutora e sendo levada, posteriormente, para a região de Porto Calvo, onde seria sistematicamente estuprada e violentada para gerar crianças negras para serem vendidas como escravas. Mesmo estando em estado avançado de gestação, ela decidiu organizar um grupo de escravos com destino a Palmares e ao longo desse percurso foram agrupando novos negros e negras que fugiam da escravidão, quando chegaram ao quilombo, eram por volta de 200 pessoas e acabou se tornando uma das mais importantes lideranças de Palmares. A história de uma mulher que, mesmo estando submetida às mais duras condições de exploração e violação, jamais desistiu de lutar.

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